Revista Espaço

Do recebimento da cana ao produto final

Inox mostra melhor custo/benefício em todas as etapas de produção do etanol e do açúcar

Desde a antiguidade, funciona assim: o açúcar da cana precisa passar pela fermentação para dar origem ao etanol, com apoio da levedura Saccharomyces cereviseae, uma espécie de fungo. Ao longo da história, a essência do processo se manteve, mas ganhou complexidade. As usinas produtoras se modernizaram e um produto tem permitido maior durabilidade e menor demanda por manutenção dos equipamentos: o inox. Só no Brasil, o setor sucroalcooleiro consumiu, aproximadamente, 16 mil toneladas de aço inoxidável no último ano, o que representou um acréscimo de cerca de 8% frente a 2011.

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O lavador de gases utilizado pela Alta Mogiana é um dos equipamentos da usina fabricados em inox

“As usinas estão cada vez mais preocupadas em obter maiores ganhos de produtividade, em reduzir paradas para manutenção e elevar a qualidade no resultado final. Essa realidade, certamente, está alinhada com a aplicação de aços inoxidáveis em diversos equipamentos e processos”, comenta o engenheiro de aplicação da área de Desenvolvimento de Mercado e Assistência Técnica, Lúcio Asai Bailo.

A primeira safra da usina Alta Mogiana, em 1985, alcançou 17,8 milhões de litros de etanol produzido e, já naquela época, havia a preocupação em utilizar máquinas e equipamentos em inox. Aqueles que não eram feitos com o material foram substituídos ao longo dos anos até que todas as etapas da produção conhecessem as principais vantagens do aço inoxidável, como baixa necessidade de manutenção e cumprimento de boas práticas com relação à higiene. “Observamos, na prática, que os aquecedores de caldo, utilizados desde a primeira safra, ainda não demandaram intervenção. Também são vistos bons resultados quando se trata das chaminés e dos exaustores”, relata o diretor Industrial da Usina Alta Mogiana S/A Açúcar e Álcool, Fernando Vicente.

Para melhorar ainda mais

O inox é indicado para os equipamentos de todas as fases do fluxo de produção de usinas de açúcar e etanol. Afinal, seja no recebimento da cana, na fermentação ou no momento da destilação, as máquinas estão sujeitas a processos de corrosão e abrasão. A Aperam investe em uma série de pesquisas para identificar o aço inoxidável mais adequado em cada etapa, o que maximiza os benefícios do produto.

“Nas usinas, os principais meios abrasivos são areia, gomo da cana, palha e partículas metálicas desprendidas pelo desgaste do equipamento, sendo o recebimento da cana a etapa de maior desgaste. Já a corrosão pode variar do meio com agressões mais fracas, como a água de chuva no recebimento da cana, até as agressões mais severas como nos casos dos evaporadores, condução de vinhaça e colunas de destilação”, relata o pesquisador Joner Oliveira Alves, do Centro de Pesquisa da Aperam South America.

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Após uma safra em operação, a coluna de sulfitação em inox 317L (à esquerda) apresentou menor desgaste que aquela feita em aço carbono (à direita)

O contínuo trabalho realizado junto ao setor sucroenergético pode ser demonstrado pela incorporação do aço inoxidável AISI 317L em colunas de sulfitação(Processo utilizado para inibir reações químicas, evitando a formação de cor e de precipitados no açúcar). “O projeto, iniciado com o inox AISI 316L, proporcionou o dobro de vida útil frente ao aço carbono e redução nas intervenções para manutenção. Para melhorar ainda mais, foi testado o aço inoxidável AISI 317L, que, por sua vez, apresentou desgaste 50% inferior ao do 316L. Isso representa uma vida útil pelo menos quatro vezes superior à do aço carbono”, aponta Lúcio.

Atenta às oportunidades

Maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com mais de 560 milhões de toneladas na safra 2011/2012, o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os países com maior volume de açúcar produzido e a segunda posição quando se trata do etanol, de acordo com a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica).

De acordo com o pesquisador Joner Oliveira, o cenário tem se mostrado favorável. “A retomada no crescimento da safra, o aumento da porcentagem de etanol na gasolina (de 20% para 25%), as recentes medidas anunciadas como a redução da carga de impostos e a liberação de novas linhas de crédito para a produção de etanol tendem a impulsionar o segmento”. A realização do maior evento do setor, a Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética, a Fenasucro, em Sertãozinho (SP), no mês de agosto, é uma oportunidade que será aproveitada pela Empresa.

“A Aperam participa ativamente desses eventos que também mobilizam grandes grupos produtores, além das principais empresas de bens de capital que atendem à demanda do segmento. A Fenasucro é uma excelente oportunidade para identificar novos clientes, estreitar relacionamentos e parcerias”, finaliza Lúcio. Além disso, a Empresa desenvolveu um site voltado especificamente para o setor, no qual os clientes encontram orientação sobre o tipo de aço inoxidável mais adequado para ser empregado em cada fase da produção de etanol e açúcar. Confira no endereço: http://www.aperam.com/brazil/port/ produtos_servicos/sucroalcooleiro/

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