Revista Espaço

Antes que a fagulha vire chama

Aperam Bioenergia mobiliza parcerias e ações preventivas para evitar o surgimento de queimadas no Vale do Jequitinhonha

A capacidade de uma queimada fazer estragos é grande, pois o fogo se alastra rapidamente, tornando o controle muito difícil. Por esses e outros motivos, utilizar esse método em roçados para preparar o solo é uma ideia que deve ser abandonada pelos agricultores. Esse contexto incentiva a Aperam Bioenergia a, cada vez mais, estreitar laços com entidades como a Associação Florestal do Alto Jequitinhonha (AFAJ), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e as polícias Militar e Civil para alertar a comunidade sobre esses danos e as formas de evitá-los.

De acordo com dados do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio), uma parceria entre o Instituto Estadual de Florestas e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas, em 2012, o estado registrou cerca de 560 ocorrências de incêndio florestal. Do total, 17 foram no primeiro quadrimestre. Já em 2013, o número, nos quatro primeiros meses do ano, chegou a 25.

“A alta incidência de focos no ano passado nos fez perceber que precisávamos agir. Quanto maior for o conhecimento das pessoas sobre o assunto, melhor será o enfrentamento do problema”, afirma o diretor presidente da Aperam Bioenergia, Jaime Gasparini. A Empresa promoveu, ao longo do ano, treinamentos, palestras e campanhas informativas para empregados e comunidade sobre a prevenção de incêndios.

Atenção dentro e fora da Empresa

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Vigilantes patrimoniais contam com veículos equipados para atuar preventivamente

O trabalho é intensificado entre agosto e outubro, quando o calor e a baixa umidade se combinam e contribuem para que as chamas tomem grandes proporções. Ainda de acordo com o Previncêndio, o número de ocorrências de incêndio florestal, em Minas Gerais, chegou a 177 em agosto de 2012, resultado superior à soma dos oito primeiros meses do ano, que totaliza 132.Um programa anual, elaborado pela Bioenergia, estabelece as ferramentas necessárias e define o papel de cada um nas ações de prevenção e combate ao incêndio, onde as particularidades de cada mês também são previstas.

A Empresa conta com apoio de seis brigadas de incêndio compostas por, aproximadamente, 80 profissionais. Além disso, vigilantes e plantonistas dispõem de kits de ferramentas para o combate ao fogo. O grupo conta com torres de observação que permitem identificar os focos ainda no início.

“Nossa preocupação ultrapassa os limites da área cultivada da Empresa. O fogo provoca perdas para todos. É uma questão de segurança e as pessoas precisam ter a consciência de que o meio ambiente, as empresas, outros agricultores e moradores em geral sofrem as consequências das queimadas”, avalia o gerente de Silvicultura da Aperam Bioenergia, Daniel Coelho.

 

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