Revista Espaço

Vale mais que um dourado

Empregados e ex-empregados da Aperam South America vêem, na pescaria, uma boa chance para reunir amigos8

É como estar em vários lugares ao mesmo tempo. Ver os pequenos frutos da Aroeira colorindo de rubro os espaços que não estão preenchidos pelo verde. Não muito distante dali, troncos baixinhos e retorcidos que lembram a paisagem do nordeste brasileiro e, bem embaixo dos pés, a pastagem natural boa para o gado. Com essa diversidade, o Pantanal conquista aqueles que viajam longas distâncias para alguns dias de pescaria. E, é claro, oferece mais de 260 espécies de peixes que dão toque especial às histórias de pescador.

9

Leôncio participa da pescaria no Pantanal há 10 anos

O operador do Alto Forno II, Leôncio Soares, começou a pescar no Vale do Aço e, depois de ouvir alguns colegas contando sobre como era o Pantanal, resolveu fazer a viagem. Há dez anos visitando o local, ele já planeja a nova jornada. A turma que antes era de 30 pessoas, em 2013, será de mais de 70. “É uma chance para descansar a cabeça, divertir e conversar. E tudo é ainda mais bonito pessoalmente do que pela televisão”, comenta.

Esse espaço tão especial para passear com os amigos e ver a natureza também reserva surpresas que rendem boas histórias no regresso. “Já passamos por situações bem inesperadas, como no dia em que pescamos dois peixes com um só anzol. Uma vez também peguei um Jaú, de mais de um metro. Só que a força dele era tanta que acabou indo embora com a vara de pesca e tudo”, lembra Leôncio. E ele garante que não se trata de história de pescador. O que você acha?


Pesca, um acessório

10

José Celso acredita que o segredo para uma boa pescaria está muito mais no gosto pela atividade do que na técnica

Quando se trata de uma boa pescaria, nem sempre o mais importante é saber escolher o molinete ou carretilha, a espessura do fio e o tipo de isca. A afirmação pode soar estranha, mas o supervisor de recozimento de GNO na Laminação a Frio, José Celso de Oliveira Dias, garante que esses detalhes são aprendidos com o tempo. “Mais do que conhecer a técnica, vale a vontade e o gosto pela atividade. O resto a gente vai pegando com os colegas mais experientes”, diz.

Durante uma semana no Pantanal, o aprendizado para fisgar um dourado, pintado ou corimbatá se junta a um bom churrasco, à cerveja gelada e aos passeios de barco para preencher o tempo que tanto tem servido para construir amizades. “Não é só a chance de pegar peixes maiores que faz da pescaria algo inesquecível. É uma ótima oportunidade para sair da rotina, relaxar e ver uma paisagem tão bonita”, analisa
.

Compartilhar: