Revista Espaço

Nome de batismo: Ad Aeternum

Veículo 100% inox mostra, por onde passa, como aliar beleza e resistência

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Carro foi construído com a proposta de durar para sempre

Se você fosse capaz de construir o carro dos seus sonhos, respeitando cada detalhe imaginado e com os materiais que desejasse, teria coragem de emprestar o veículo, sem preocupação, a parentes, amigos e vizinhos? Provavelmente a resposta seria não, já que os apaixonados por automóveis dedicam carinho especial a essas máquinas. Mas o empresário da cidade de Vilhena (RO), Hermes Balcon, diria sim, sem pensar duas vezes. O motivo não é a falta de cuidado com o carro que criou, nem excesso de confiança naqueles que vão assumir o volante. Essa segurança vem da resistência do material utilizado. “As pessoas da cidade sempre ficam encantadas quando olham o carro que eu fiz. Muitas pedem para tirar fotos e para dirigir. Eu não vejo problema algum.

Como é feito de inox, tenho a garantia de que ninguém vai estragar a lataria”, brinca Hermes. Com 1.230 quilos de inox e o motor de um Ford 29 – um dos primeiros modelos de automóveis fabricados no mundo, Hermes conseguiu ver o carro que antes estava apenas na cabeça ganhar forma na vida real. “Quando falei pela primeira vez sobre o desejo de construir esse veículo, algumas pessoas disseram para eu desistir. Como bom descendente de alemão que sou, encarei isso como um incentivo e segui tentando”, lembra Hermes.

Após um ano e meio de trabalho e com a mão-de-obra de três homens, nascia o veículo batizado de Ad Aeternum. Como em quase todo batismo, esse também contou com a participação de um padre. Ao conversar sobre o carro com o representante da igreja, Hermes ouviu a sugestão de utilizar como nome as palavras empregadas para encerrar a missa, e que traduziriam bem o que o automóvel pretende ser. O nome dado vem do Latim e, em português, significa ‘para todo o sempre’. “Posso levá-lo para onde quiser, seja no litoral, nas montanhas, na cidade. Ele não oxida facilmente nem exige que eu tenha cuidados muito específicos para manter a lataria. Foi feito para durar”, explica.

No volante e nos tanques de fermentação

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Aço inoxidável contribui para trazer mais higiene a fabricação de cerveja

A mistura de bebida alcoólica e volante não combina e é muito perigosa. Mas Hermes encontrou uma forma de mostrar que, nas duas situações, um elemento comum pode garantir resultados muito bons: o inox. Assim como feito no veículo Ad Aeternum, que é uma espécie de mascote de sua empresa, ele experimenta as vantagens do material para produzir cerveja artesanal. “É possível empregar utensílios e equipamentos fabricados com outros materiais, como ferro e cobre, mas eles costumam liberar íons que interferem no resultado final”, analisa.

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Desde os anos de 1980, Hermes utiliza o inox na produção artesanal de cerveja

Desde a década de 1980, ele já produzia cerveja artesanalmente, mas dez anos depois, conseguiu montar uma planta industrial no Brasil. Isso seguindo o conceito de Micro cervejarias Gastronômicas e recorrendo a máquinas e equipamentos, como tanque de fermentação, chopeira elétrica e pasteurizador de garrafas, em aço inoxidável. “O material tem sido muito demandado quando se fala em gêneros alimentícios. Existe cada vez mais a preocupação com a higiene e o inox mostra um desempenho muito bom nesse e em outros aspectos”, finaliza.

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