Revista Espaço

Nos caminhos da terra, água, fogo e ar

Novidades nas trilhas do Centro de Educação Ambiental – Oikós garantem passeios ainda mais divertidos e seguros

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Mayara e Hamanda se divertem com o mascote Caxinguelê localizado na entrada do Oikós

Logo na chegada, o alegre Caxinguelê, mascote do CEA – Oikós atrai olhares curiosos. Depois, é o momento de iniciar o percurso de 1.340 metros da trilha Terra, rodeada pelo verde e salpicada de amarelo e branco, cores da flor beijo-pintado que enfeitam o ponto de partida.

As flores preferidas de Mayara Lúcia Silvano dos Santos, de oito anos, aluna da Escola Municipal Virginia de Souza Reis, são apenas um dos detalhes que fazem do passeio ao Oikós um momento de diversão e aprendizado. “Aprendi a cuidar da natureza e achei a trilha bem legal. Tem uma ponte que balança e cordas pra gente se segurar”, lembra.

A caminhada está ainda mais agradável com a demarcação recente de quatro trilhas. Cada uma ganhou sinalização própria, indicando a extensão, o tempo aproximado de percurso, grau de dificuldade e o nome de um dos quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar. Os trajetos podem durar de 30 minutos a uma hora e meia, com direito a subidas mais íngremes, locais planos e pontos para descanso.

De acordo com a coordenadora de Projetos da Fundação Aperam Acesita, Juliana Jácome, as mudanças foram motivadas pelo desejo de trazer mais conforto aos visitantes. “Os caminhantes gostam bastante, porque já sabem desde o início o que encontrarão pelo caminho”, comenta.


País das maravilhas

Quem também faz parte do grupo de mais de três mil alunos de 64 escolas do Vale do Aço que visitaram o Oikós, em 2012, é Hamanda Ramos Miranda de oito anos, colega de Mayara na Escola Municipal Virginia de Souza Reis. Atenta às explicações sobre as abelhas, a menina não deixava de olhar para os lados, esperando uma surpresa de entre as árvores. “É minha primeira visita ao Oikós. É fresquinho como se fosse o País das Maravilhas. Tinha muitos bichos escondidos na mata; gostaria que o tatu tivesse aparecido”, revela.

Interligar conhecimentos

Viveiro, meliponário – espaço para a criação de abelhas -, minhocário, insectário, maquete de bacia hidrográfica são algumas das atrações que estimulam escolas e outras instituições a programarem visitas ao Oikós. A diretora da Escola Municipal Virginia de Souza Reis, Arlete Fernandes de Oliveira, conta que mais de 250 alunos da instituição conheceram Centro de Educação Ambiental em 2012. “As crianças podem ver de perto a vegetação e outros temas importantes para complementar os conteúdos”, avalia.

Outros projetos também se destacaram em 2012 como oportunidades de incentivar o conhecimento: o Transitolândia, que recebeu mais de mil alunos do 4º ano do Ensino Fundamental para tratar sobre trânsito seguro, e o Brincando, Fazendo e Aprendendo no Oikós, responsável por reunir cerca de oito mil pessoas, dentre crianças, jovens e adultos, durante três dias, em ofi cinas e brincadeiras sobre meio ambiente.

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