Revista Espaço

Menos combustível, mais rendimento

Novo equipamento, em teste, faz da leveza uma estratégia para promover ganhos em segurança e operação

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Pá carregadeira, em fase de teste, possibilita aumento de 25% na produtividade

Durante visita a uma feira da área, o supervisor de Processo de Desenvolvimento da Aperam Bioenergia, Silas Gonçalves Fontes viu, pela primeira vez, a L538. A pá carregadeira apresentava uma série de vantagens em relação a outros equipamentos utilizados para carga e descarga de fornos de carvão. Em função de suas potencialidades, começou a ser testada nas Unidades de Produção de Energia (UPE) Pontal e Palmeiras, localizadas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Além de aumentar a segurança dos operadores, o equipamento também garante diminuição no consumo de combustíveis e ganho na produtividade, conforme explica Silas. “O grande diferencial da L538 está no peso do equipamento. Como é mais leve, podemos atingir a carga total – composta pelo peso da carregadeira somado ao da carga –, transportando maior quantidade de material”, explica.

Os testes iniciados em novembro de 2012, que devem ser concluídos até o fi nal de fevereiro, apontaram o aumento de produtividade de 25% em relação à máquina anteriormente empregada. Além disso, mostraram redução de 27% no consumo de combustível, que passou de 13,7 litros/hora para 10 litros/hora. Depois de concluídos os testes, o equipamento, se aprovado, passará por um processo de homologação dentro da Aperam Bioenergia.


Principalmente segura

As pás carregadeiras geralmente funcionam por meio de um triângulo de estabilidade, que tem como pontas as duas rodas dianteiras e o pino de articulação, localizado na parte traseira. Se o centro de equilíbrio do equipamento se desloca para fora da área do triângulo, pode ocorrer tombamento. Outro fator que precisa ser considerado, nesse caso, é o centro de gravidade, que varia durante o uso da pá carregadeira. Como a L538 possui centro de gravidade mais baixo e carga de tombamento maior, oferece mais estabilidade e segurança. “O equipamento respondeu com excelência às exigências de visibilidade, facilidade de operação e manutenção, segurança, ergonomia, além do baixo consumo e alto desempenho em produtividade”, avalia o instrutor Operacional, Edgar de Oliveira.

 

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