Revista Espaço

Coxinha, Quati ou Lulude

Empregados da Aperam South America esbanjam criatividade para inventar apelidos que ajudam a manter um ambiente de trabalho amistoso16

Primeiro dia de trabalho. Bastou chegar a hora do lanche para José Carlos Pereira ganhar o apelido: Coxinha. O caso teve início quando ele saiu, inocentemente, para comprar salgados para os colegas do almoxarifado. Já na lanchonete, começou o boato de que, na verdade, ele iria é presentear o chefe. Mais de 14 anos se passaram e ninguém esquece o apelido. “Uma vez me procuraram pelo nome. Já que muitos só me conheciam como Coxinha, brinquei que o tal José Carlos havia sido demitido. Ficaram sem entender quem era essa pessoa até que eu desfiz a confusão”, lembra.

Se dentro da Aperam o apelido é Coxinha, fora da Empresa muitos o chamam de Makaé. “Mas só pode se for escrito com K”, diverte-se José Carlos. O motivo é a semelhança com o vizinho de um amigo, de nome Makaé, que ele nunca chegou a conhecer pessoalmente. “O engraçado é que, em algumas situações, os apelidos até se misturam. Tenho primos que me chamam pelo apelido dado na Empresa”.

Das florestas para a Aperam

Cerca de oito meses de trabalho em uma empresa renderam a José Geraldo da Silva um apelido que já perdura há 23 anos. Tudo começou quando um colega, Antônio Eugênio, resolveu perguntar onde ele havia trabalhado antes. Depois de ouvir que se tratava de uma firma de reflorestamento, imediatamente passou a ser chamado de Quati.

Para testar a força do apelido, basta ligar para o ramal do Alto-Forno II, onde José Geraldo trabalha, e perguntar por ele. O mais provável será escutar, do outro lado da linha, uma voz dizendo: – “Quati, telefone para você!”. Durante reuniões ou mesmo eventos em que a família é convidada, é raro alguém chamá-lo por José Geraldo. “Quando minha esposa, Maria Aparecida, está aqui com meus filhos, é inevitável que algum colega pergunte a ela se pode usar o apelido. Ela sorri e entra na brincadeira”, relata.

Produção Caseira

Se para José Geraldo é fácil lembrar quem o chamou de Quati pela primeira vez, no caso de Maria de Lourdes Mendes, é impossível dizer com precisão quem escolheu para ela o apelido de Lulude. O jeito simples de encurtar o nome composto surgiu na infância e se espalhou em casa, entre os amigos, na escola e no trabalho. Há 30 anos na Empresa, a analista de Suprimentos se orgulha do apelido que lembra os bons tempos de criança. “Aqui na Aperam, quando faço o primeiro contato com alguém costumo manter a formalidade inicial, apresentando-me como Maria de Lourdes. Mas as pessoas vão escutando os colegas mais próximos me tratarem pelo apelido e logo já estão me chamando de Lulude”, conta.

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