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Círculo de Controle de Qualidade com foco Social completa dez anos beneficiando 59 organizações sociais19

O tempo dedicado, ao longo de dez anos, pelos integrantes dos grupos do Círculo de Controle de Qualidade (CCQ) Social a trabalhos voluntários alcançou um total de 6.867 horas. Os primeiros passos para que o CCQ Social fosse elaborado e implementado foram dados bem antes de sua implantação em 2003, impulsionados também pelos próprios empregados da Aperam South America.

Em 2000, uma pesquisa realizada pela Fundação Aperam Acesita junto aos circulistas da Empresa mostrou que 87,6% dos entrevistados acreditavam ser possível aplicar a metodologia do CCQ nas organizações sociais. Com o lançamento do programa Voluntariado Empresarial, em 2003, teve início a sensibilização das equipes que já atuavam no CCQ na Empresa para iniciar o projeto CCQ Social, dentre elas o grupo Beija-Flor. O grupo viu no trabalho voluntário a oportunidade de ajudar pessoas da região, como afirma a programadora de Manutenção da Redução e líder do grupo Beija Flor, Élcia Aparecida Barroso. “Nós nos apaixonamos pela proposta do CCQ Social. É muito gratificante para todos os membros do grupo saber que, por meio de pequenos gestos e da dedicação de cada um, podemos mudar a vida dos outros”.

A Associação Reviver, de Timóteo, é uma das 59 organizações sociais beneficiadas pelo CCQ Social. A instituição teve o telhado reformado pelo grupo Beija-Flor, que também refez as instalações elétricas e de gás, além de melhorar o processo de higienização das crianças com a implantação do “escovódromo” e fraldário na ára externa. “Graças a eles conseguimos melhorar a estrutura da associação para oferecer mais conforto e segurança na realização das atividades”, conta a gerente administrativa e pedagoga da Associação, Edionei Siqueira Araújo. Com apoio dado pelos circulistas são beneficiadas 66 crianças, de zero a quatro anos, atendidas pela entidade.

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Quatro pilares

Os bons resultados do CCQ Social apoiam-se na dedicação e no conhecimento dos diferentes atores mobilizados: a Fundação Aperam Acesita, os grupos de CCQ da Aperam, as organizações sociais beneficiadas e as empresas parceiras. “A Fundação é responsável pela capacitação dos grupos e das organizações participantes. Também acompanhamos a execução das atividades e buscamos parceiros para viabilizar técnica e economicamente o que foi planejado para contribuir na implementação dos projetos”, explica a auxiliar de Planejamento da Fundação Aperam Acesita, Kelly Almeida Soares.

Os grupos têm a missão de encontrar formas criativas de solucionar problemas encontrados e melhorar o dia a dia das organizações atendidas. Já as empresas parceiras, oferecem a contribuição dos recursos necessários para a implementação da ação de melhoria ou a mão de obra especializada de suas equipes. A Tudo Eletro, por exemplo, é parceira desde as primeiras edições do CCQ Social e também se beneficia do trabalho coletivo. “É uma relação em que todos ganham. Trouxemos a metodologia do CCQ para nossa empresa e desenvolvemos o trabalho em equipe”, destaca a analista de Qualidade da Tudo Eletro, Marina Gonçalves Rosa.


O método por trás das três letras

O CCQ é um programa de origem japonesa que chegou ao Brasil na década de 1970. Na Aperam, foi implantado em 1983, como extensão do conceito de Gestão pela Qualidade Total. O CCQ Social segue a mesma metodologia simples e voltada para a prática, obtendo resultados que vão muito além dos números, como aponta o presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino. “Podemos destacar o envolvimento dos empregados na comunidade e, consequentemente, a satisfação pessoal de cada voluntário, a melhoria na gestão e nas ações das organizações atendidas, o desenvolvimento do trabalho em equipe dentro e fora da Empresa e a efetiva contribuição da Aperam e das empresas parceiras para uma sociedade mais desenvolvida”, avalia.

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