Revista Espaço

Volta por Cima

Revisão de processos garante mais segurança para empregados da Laminação a Quente

3

A segurança das mãos também é um item que ganhou destaque no projeto Volta por Cima

O projeto Volta Por Cima foi criado na Laminação a Quente com o objetivo de mudar o patamar da área em relação aos padrões de segurança. Ele é composto por um conjunto de ações voltadas para mudança de comportamento, treinamento e envolvimento de toda a equipe na revisão dos procedimentos, adequando-os à realidade da área.

“É um trabalho difícil e demorado, mas a revisão de todos os nossos procedimentos documentados – e são mais de 200 – é uma grande oportunidade para a equipe atualizar seus conhecimentos do ponto de vista prático e operacional e alinhar-se às nossas normas internas de segurança – GST”, avalia o gerente da área, Luiz Otávio Torres Procópio.

E para que a atualização dos procedimentos retrate fielmente a rotina da área, ninguém melhor que os próprios operadores, que foram mobilizados para fazer a adequação dos documentos. Em seguida, o procedimento reelaborado é validado com todos os turnos de trabalho. Só então é encaminhado para avaliação dos técnicos de segurança e do especialista da área nas normas de segurança Fatality Prevention Standards (FPS), adotadas pelo Grupo Aperam. “Até então, nossas revisões de procedimentos eram feitas por engenheiros e técnicos. O ponto de vista do operador torna o trabalho mais preciso”, pondera o assistente técnico, José Geraldo de Castro.

A opinião dos técnicos de Segurança complementa o trabalho dos operadores. Atuando em conjunto, as equipes promoveram mudanças para reduzir riscos de acidentes e agrupar procedimentos, tornando as atividades mais simples. “Procuramos reformular e refazer 100% dos procedimentos para que eles fiquem exatamente de acordo com o que é feito na prática”, explica José Geraldo.

Caso alguma vulnerabilidade de segurança seja encontrada durante a revisão, a atividade é paralisada até que uma nova solução seja encontrada. Só depois que a área se adapta ao padrão de segurança é que a atividade é retomada.

Um exemplo, foi a otimização do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) na área de Acabamento, onde foi disponibilizada uma viseira de mais fácil adaptação.

Além disto, os operadores vão passar por treinamentos e, posteriormente, serão avaliados sobre os procedimentos, exigindo-se uma qualificação mínima que identificará novas oportunidades de capacitação do empregado e melhoria nas atividades.

De acordo com a assistente técnica, Edimara Mendes Barony, uma mudança significativa de postura entre os operadores vem sendo observada desde o início da implantação do projeto. “Hoje, a equipe está mais aberta para dar sugestões e apontar dúvidas. O Volta por Cima está ficando com a cara do operador”, completa.

“O projeto também trouxe maior interação entre os colegas de turnos diferentes e intensificou o contato com os profissionais de Segurança do Trabalho”, avalia o operador da área de Laminação a Quente, Reinaldo Lúcio Manuel.

Integração de esforços

Além da revisão das práticas, o Volta por Cima conta com outros dois pilares: uma avaliação da área em relação à curva do modelo WCM – utilizado para identificação do nível de segurança em que a área se encontra – e a reestruturação do treinamento de Gestão de Saúde do Trabalhador (GST) para os empregados da Laminação a Quente, focando as questões de segurança mais ligadas às especificidades da área.

O Volta por Cima também aposta em campanhas de segurança para reforçar temas de grande importância, como a proteção das mãos e o trabalho com cargas suspensas.

Compartilhar: