Revista Espaço

Inovação gera qualidade

Pesquisa aumenta rendimento de inox utilizado na produção de materiais cirúrgicos

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Da esquerda para a direita, José Sérgio, Cláudio e Wilian

O que fazer quando há um grande desafio a ser superado? A resposta do Centro de Pesquisas e das áreas de Laminação a Frio e Desenvolvimento de Mercado da Aperam South America é trabalhar duro para encontrar as melhores soluções e superar expectativas.

O esforço, nesse caso, foi dirigido para o aprimoramento do inox martensítico – usado, principalmente, na fabricação de facas e utensílios cirúrgicos. Apesar de ter um resultado final bastante positivo, o material não apresentava um rendimento satisfatório no processo de estampagem, explica o metalurgista da Laminação a Frio, José Sérgio Ferreira.

A partir desse cenário, o Centro de Pesquisa e a Laminação a Frio trabalharam juntos, tornando o produto mais competitivo. “Estudamos o processo e percebemos que seria difícil, mas possível”, conta o pesquisador da Aperam, Wilian Labiapari.

A primeira fase do trabalho foi uma descrição profunda do problema. A partir daí, começaram os testes e as simulações em laboratório. “Descobrimos novas condições de decapagem (remoção de carepas / imperfeições) que permitiram melhorias no desempenho desse produto no processo de estampagem”, continua José Sérgio.

Depois da pesquisa, o aço inoxidável martensítico, desenvolvido pela Aperam, passou a render mais, com menos intervenção para manutenção. “O resultado foi tão positivo que tem como consequência um aumento de 625% no rendimento do equipamento do cliente, número duas vezes superior ao do nosso principal concorrente”, afirma o técnico do Centro de Pesquisa, Cláudio Alcântara. Se antes o cliente precisava trocar o equipamento a cada 20 mil facas produzidas, com a melhoria, esse número subiu para 500 mil.

O novo processo já está completamente implantado e, também, trouxe outro ganho: a redução do uso de combustível no Forno de Recozimento 1 da Laminação a Frio.

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