Revista Espaço

Um novo patamar para o Alto-Forno 2

Equipamento registra recorde histórico de desempenho no consumo de carvão vegetal

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Representantes das áreas envolvidas em frente ao Alto-Forno 2: recorde de desempenho é fruto do trabalho integrado entre as equipes

As equipes responsáveis pelo funcionamento do Alto-Forno 2 podem se orgulhar: alcançaram um marco inédito na Empresa. Nos últimos quatro meses, o equipamento registrou os melhores índices de consumo de carvão vegetal desde sua inauguração.

O gerente do Alto-Forno 2, Marcelo Araújo, explica que o resultado é fruto do trabalho de otimização e mudança de conceito de distribuição de carga. “As mudanças garantiram maior estabilidade ao fluxo de gás no interior do reator, melhorando seu rendimento gasoso”, detalha.

Para ele, o diálogo entre as áreas envolvidas – Operação, Manutenção, Automação, Controle de Processos, Matérias-Primas e Consultoria Técnica – foi fundamental para o sucesso do projeto. “Houve grande integração entre as equipes. Realizamos um estudo abrangente dos parâmetros operacionais do Alto-Forno 2, inclusive do período em que ele funcionou a coque, muito rico em termos de aprendizagem”, afirma o gerente.

O novo padrão de desempenho garante menor oscilação no consumo de carvão por tonelada de gusa produzido, sem perda na qualidade do produto. “Pelo que temos observado, a tendência é que esse patamar se mantenha nos próximos meses”, completa o gerente executivo da Redução, Guilherme Ribeiro.

Presente de aniversário

Após 16 anos operando a coque (de 1996 até 2011), o Alto-Forno 2 passou por uma adaptação para voltar a operar com carvão vegetal como combustível para a produção do gusa, matéria-prima utilizada na fabricação do aço inoxidável. O projeto de conversão demandou aproximadamente US$ 95 milhões em investimentos, com o objetivo principal de tornar a cadeia produtiva do inox mais competitiva, garantindo o uso de uma fonte energética renovável.

Para Guilherme Ribeiro, os excelentes resultados alcançados no Alto-Forno 2 vêm coroar esse trabalho, que completou um ano em julho. “Apesar de todas as adequações técnicas e operacionais necessárias para que o equipamento voltasse a operar com carvão vegetal, a curva de aprendizagem do equipamento foi melhor do que o esperado”, ressalta.

Segundo ele, o comprometimento dos empregados com os padrões de segurança, aliado ao bom funcionamento do equipamento e as constantes buscas de desenvolvimento do processo, são fatores preponderantes no sucesso do projeto. “Temos hoje uma equipe confiante e preparada. Por isso, a nossa perspectiva é muito promissora”, afirma Guilherme.

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