Revista Espaço

Mudanças duradouras

Completando 20 anos em 2012, o processo de privatização da Empresa marca um período de grande transformação interna, impulsionado por avanços tecnológicos, ambientais e na gestão de pessoas

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Ilder Camargo: “A privatização foi fundamental para a sobrevivência da Empresa”

Duas ­décadas ­atrás,­ o ­Governo­ Federal implantava seu plano de abertura ao mercado externo, incentivando a privatização de empresas estatais, por meio do Programa Nacional­ de ­Desestatização­ (PND). ­Foi nesse contexto que se deu a privatização da então Acesita, hoje Aperam South America, processo concretizado no dia 22 de outubro de­ 1992.­ O­ comando ­da ­Empresa­ passou a­ ser ­conduzido­ por ­um­ grupo­ de ­31 novos investidores, cujos acionistas majoritários eram a Caixa de Previdência dos Funcionários do ­Banco­ do ­Brasil­ (Previ), ­o­ Clube ­de ­Investimentos dos Empregados do Grupo Acesita (Ciga)­ e­ a ­Fundação­ Telebrás­ de ­Seguridade Social ­(Sistel).

“Foi um período de muitas incertezas. As privatizações ainda eram uma grande novidade para todos. Porém, para nós, essa ação se mostrou fundamental para garantir a sobrevivência da Empresa. Precisávamos aumentar a produção e modernizar os equipamentos, e o Estado não podia arcar com esse investimento”,­ lembra­ o­ diretor­ de Recursos ­Humanos,­ Ilder Camargo.

Ao longo dos anos seguintes, a entrada do capital privado possibilitou que a Empresa crescesse e expandisse seus negócios. Além de novas tecnologias, a privatização acarretou uma mudança na forma de gestão, agregando o conceito de competitividade e fortalecendo o papel das lideranças.

Segundo Ilder, cuja trajetória na Aperam teve ­início ­em ­1978,­ o ­processo­ também possibilitou a implantação de um modelo de gestão pautado pela meritocracia. Com isso, o desempenho profissional do empregado passou a ser mais valorizado e as chances para crescimento dentro da Empresa ficaram mais claras e atingíveis. “Acredito que essa mudança de pensamento, em que a busca por resultados passou a fazer parte da nossa cultura interna, foi muito importante para o desenvolvimento dos empregados e, consequentemente,­ de ­toda­ a ­Empresa”,­ opina ­Ilder.

Durante­ a­ década ­de ­90, ­a­ modernização da Usina garantiu o aumento da capacidade de produção anual, conferindo à Empresa uma posição de player­ global no setor siderúrgico. Essa crescente atuação no mercado internacional ganhou ­novo­ fôlego ­em ­1998,­ com a associação ao grupo francês Usinor, e fortalecendo-se ainda mais em 2000, com a criação da Arcelor, fruto da fusão entre a espanhola Acerália, a luxemburguesa Arbed e a própria Usinor.

A partir de 2007, a então Acesita passa a integrar o recém formado Grupo Arcelor Mittal,­ maior­ conglomerado­ de ­empresas ­da siderurgia internacional, e troca de nome para­ Arcelor Mittal ­Inox­ Brasil.­ Em 2011, ­o segmento ­de ­inox­ do Grupo­ Arcelor Mittal­ é reestruturado em uma nova organização independente, a Aperam, e a Empresa passa a ser chamada de Aperam South America.

“A privatização é peça-chave nesse processo de internacionalização da Empresa, possibilitando o crescimento de nossa atuação em âmbito global e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento profissional para os empregados, como intercâmbios em unidades do ­Grupo ­em ­outros ­países”,­pontua ­Ilder.12


Empresa, comunidade e meio ambiente

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Eduardo Milagres destaca a evolução nos quesitos ambientais e de responsabilidade social corporativa apresentada pela Empresa nos últimos 20 anos

A privatização também simboliza um passo adiante no esforço de tornar o processo de produção do aço mais sustentável. A chegada de novos recursos financeiros possibilitou uma maior adequação da planta aos parâmetros ambientais desejados e implantação de diversas melhorias, entre elas a instalação de filtros em diversas áreas da Usina e a criação de um sistema para reciclagem de água.

Para o supervisor da Gerência de Recozimento ­Inicial ­e ­Preparação de Bobina Quente, Eduardo Milagres,­ os­ investimentos realizados nesse período abriram caminho para a concretização de grandes projetos ambientais na década seguinte, entre eles a conversão do Alto-Forno 2 para carvão vegetal e a mudança da matriz energética para gás natural. “As mudanças iniciadas no período de privatização se refletiram não só nas áreas da Empresa, mas em toda Timóteo.­ A ­instalação ­do­ sistema de despoeiramento na Aciaria, por exemplo, reduziu bastante a emissão ­de ­partículas­ na­ cidade”,­ completa Eduardo, que trabalha há 30­ anos ­na ­Aperam.

As ações com foco em meio ambiente vieram acompanhadas de uma nova proposta de atuação da Empresa na comunidade, que se afastava do paternalismo para propiciar oportunidades de desenvolvimento socioeducacional e ­econômico de forma ­integrada e sustentável. Para conduzir e potencializar esse processo, a Aperam South America criou, em­ 1994,­ a ­Fundação­ Aperam Acesita, uma instituição sem fins lucrativos, responsável por gerenciar uma série de programas e ações que beneficiam diretamente empregados e comunidade.


Legado positivo

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Segundo Ronaldo Claret, a privatização marca um período de grandes avanços tecnológicos na Usina

Dentro­ da ­Usina, ­a ­privatização ­gerou alterações significativas em infraestrutura. Algumas ­áreas,­ como ­a ­Laminação ­a­ Quente,­ passaram por grandes reformas para ampliar a capacidade produtiva e oferecer um portfólio de produtos mais completo.

O gerente de pesquisa da Aperam South America,­ Ronaldo ­Claret,­ atuava­ como coordenador­ na­ Metalurgia ­de­ Inox­ no ­período da privatização e conta que os investimentos em tecnologia realizados nessa época rendem frutos até hoje. “Equipamentos como o ­laminador ­4 ­e ­a­ linha ­de ­recozimento ­e decapagem­ 4, comprados ­durante ­essa ­etapa de modernização, ainda são considerados de ponta. Isso elevou a qualidade de nossos serviços, colocando a Empresa em posição de destaque nos mercados nacional e internacional”,­ressalta ­Claret.

Nesse período, também foi criado o Centro de Pesquisas, área responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias e pela otimização de processos de produção. “As mudanças pelas quais a Empresa passou naqueles anos ainda trazem impactos positivos na nossa rotina de trabalho e na nossa gestão. No meu ponto de vista, a privatização deixou um legado muito positivo, do qual usufruímos até hoje”,­ afi­rma­ Claret.

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