Revista Espaço

De um jeito diferente

Tecnologias alternativas do Oikós conciliam sustentabilidade e redução de custos

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No Oikós, os visitantes também aprendem a cultivar uma horta, utilizando pouco espaço e materiais reaproveitados

No Centro de Educação Ambiental Oikós, a palavra de ordem é “reaproveitar”. Uma das iniciativas nesse sentido é o biodigestor, sistema utilizado para transformar esterco animal e restos de cultivo em biogás, um combustível gasoso de conteúdo energético similar ao do gás natural.

Por meio de uma câmara anaeróbica (sem oxigênio) instalada abaixo do nível do solo, o esterco é fermentado. O biogás liberado nesse processo é coletado para ser aproveitado na cozinha do Oikós.

“As pessoas se espantam quando dizemos que não usamos botijão de gás”, conta a educadora ambiental Juliana Jácome. Graças ao biodigestor, o Oikós consegue disponibilizar gás para cozimento de alimentos e, caso necessário, parte da iluminação do Centro. Além disso, a matéria remanescente do processo de biodigestão é reaproveitada como adubo no cinturão verde da Empresa.

Outro sistema utilizado para a produção de fertilizantes orgânicos é o “minhocário”. Nessa estrutura, as minhocas são alimentadas com folhas secas e esterco e transformam essa dieta em húmus, uma espécie de “adubo natural”. “É uma tecnologia simples, que pode ser reproduzida em qualquer lugar. Já recebemos muitos produtores rurais interessados em replicá-la em suas propriedades”, afirma Juliana.

Água “reciclada”

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Luz elétrica e gás no Oikós são obtidos a partir de processos sustentáveis

O Oikós também reaproveita a água da chuva, coletada por meio de calhas e usada em pias artesanais construídas pelos próprios empregados. A água das demais pias (cozinha e lavabos) é submetida a um tratamento alternativo de esgoto, que utiliza filtro de areia e brita. Ali, as impurezas são retidas e a água pode ser novamente usada como nutriente para a vegetação.

Sistema parecido foi aplicado ao esgoto dos sanitários, que é transportado por tubulação até uma fossa impermeabilizada. Os resíduos passam pelo processo de fermentação e são transformados em adubo. A água não retida nessa etapa passa por uma série de camadas para perder as impurezas e, por fim, é absorvida pelas raízes das plantas.

Para o presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino, as tecnologias alternativas do Oikós estão alinhadas à política de meio ambiente da Empresa. “São ideias altamente sustentáveis e de fácil aplicação, que garantem, por exemplo, a redução no impacto ambiental e a otimização dos custos operacionais, além de outros benefícios”, opina.

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