Revista Espaço

Solidariedade e aprendizado

Voluntários do CCQ Social participam de reforma em entidade de apoio a doentes de Parkinson

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Apoio do Grupo de CCQ Social “Beija Flor” envolveu comunidade, empresários e os próprios parkinsonianos na promoção de diversas melhorias na sede da entidade

Em uma iniciativa promovida pela Fundação Aperam Acesita, o grupo de CCQ Social “Beija-Flor” colaborou com a reforma da sede do Instituto Parkinsoniano de Minas Gerais (Gruparkinson), em Timóteo. A ação realizada nos últimos meses resultou na instalação de corrimões dentro da casa e na transformação do quintal, antes inutilizado, em uma nova área multiuso, com espaço para prática fisioterápica, piscina, pista de caminhada e salão de eventos.

Segundo o fundador e atual diretor de relações sociais do Gruparkinson, Gervásio Fraga, a reforma já trouxe melhorias no atendimento dos pacientes e deve permitir que a instituição amplie sua atuação. “Foi um grande incentivo para o grupo. Estamos planejando a compra de novos equipamentos”, revela.

Para a programadora de manutenção da Aperam South America e integrante do grupo “Beija-Flor”, Élcia Barroso, o projeto foi uma oportunidade de aprender mais sobre a Doença de Parkinson. “Nós não tínhamos muito conhecimento sobre os sintomas e o tratamento, que é caro e envolve diversos medicamentos”, afirma.

Além dos sete integrantes do grupo “Beija-Flor”, a iniciativa contou com o apoio de voluntários da comunidade, empresários e dos próprios parkinsonianos. O trabalho desenvolvido por eles foi apresentado no Seminário Geral do CCQ Social, onde recebeu muitos elogios. “Ele merece destaque porque foi além de sua proposta inicial, impactando positivamente a qualidade de atendimento aos parkinsonianos e proporcionando a troca de aprendizagens entre os envolvidos”, justifica Vera Dutra, coordenadora de projetos da Fundação.

Apoio

Quando descobriu que era parkinsoniano, há 18 anos, Gervásio Fraga sentiu necessidade de encontrar um local que ajudasse os pacientes a tratar e a conviver com a doença, que é incurável. Como não havia nenhuma na região, decidiu promover encontros semanais com os portadores conhecidos. Foi assim que, em 2002, surgiu o Gruparkinson. Na época, a entidade contava com seis integrantes, três deles parkinsonianos. Hoje, são mais de 140 pessoas atendidas. “Conseguimos nos tornar uma associação respeitada no Brasil inteiro e uma das poucas com sede própria”, orgulha-se Gervásio.

Além de realizar avaliações e quadros clínicos da doença, o Gruparkinson oferece assistência no tratamento do Parkinson e trabalha para reinserir o paciente na sociedade. A entidade conta com equipe formada por psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e neurologista.


Dificuldades motoras

A Doença de Parkinson é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central que afeta o movimento do indivíduo, causando tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e tontura. É mais comum em pessoas com mais de 60 anos de idade. Seus sintomas são provocados pela ausência de dopamina (neurônio cerebral que estimula o sistema nervoso e proporciona sensação de prazer e de motivação) no organismo, o que também pode gerar outras manifestações, como desequilíbrio emocional e dificuldades para falar e escrever. Foi diagnosticada pela primeira vez em 1897, pelo cirurgião britânico James Parkinson, porém, até hoje, sua causa é desconhecida. Segundo a Associação Brasil Parkinson (ABP), a doença atinge 200 mil pessoas no país.

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