Revista Espaço

Mulheres de aço

Presença feminina é cada vez mais comum no ambiente siderúrgico

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Retificadora de cilindros, Cleide Fonseca orgulha-se do espaço e respeito conquistados na Usina

Cleide de Paula Fonseca é retificadora de cilindros na gerência de Laminação a Quente da Aperam South America e sabe que não são muitas mulheres que desempenham uma função como a sua. Ainda assim, ela garante que, nas atividades rotineiras da área, não fica devendo em nada aos colegas de trabalho. “Realizo as mesmas funções que eles e foi assim que conquistei o meu espaço aqui dentro”, orgulha-se.

Cleide começou a trabalhar na linha de produção da Empresa há 11 anos, quando era vinculada a uma prestadora de serviços. “Entrei para a siderurgia por influência do meu pai, que é funileiro e manteve durante muito tempo uma oficina nos fundos de casa”, conta. Quando surgiu a oportunidade de integrar os quadros da Aperam, em 2007, ela foi a única mulher a se candidatar. “Se havia alguma resistência à minha presença no começo, ela foi vencida rapidamente. Sou respeitada por todos os meus colegas”, afirma.

E a tendência é que trajetórias como a de Cleide se tornem cada vez mais frequentes na Empresa, como mostram os números do Centro de Formação Profissional da Aperam South America. Em 2011, dos 1.003 participantes inscritos nos cursos de capacitação, 54% eram mulheres. No mesmo ano, de 54 contratados, 10 eram mulheres (19%). Hoje, a força de trabalho feminino na Aperam equivale a 7,5% dos empregados da Empresa.

Mudança de perfil

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Ivana Coelho, gerente de Melhoria Contínua e Qualidade, acredita que com habilidades e características naturais da mulher, a presença feminina contribui para o desenvolvimento da Empresa

“Percebo que, proporcionalmente, o número de mulheres na Empresa vem aumentando”, constata a gerente de Melhoria Contínua e Qualidade, Ivana Coelho, que completa 28 anos de Empresa em 2012. Para ela, a maior presença feminina na siderurgia acompanha uma mudança da própria sociedade. “Hoje, as mulheres estão tendo mais oportunidades no mercado e não desperdiçam essas chances. Ao ingressar no trabalho, buscamos nos capacitar para crescer na profissão e, consequentemente, nos tornarmos aptas a concorrer igualmente com os homens, até mesmo em áreas onde não se imaginava que poderíamos atuar”, declara.

Ivana gerencia uma equipe de 11 profissionais – oito mulheres – que lidam com os empregados em todos os níveis da Organização e assegura que não há estranhamento ou preconceito. Para ela, a mulher possui habilidades e características naturais que podem ajudar nos processos da Empresa. “Temos uma facilidade para nos aproximar e maior sensibilidade para lidar com as pessoas, o que nos torna boas gestoras, por exemplo”, defende. Cleide tem a mesma impressão: “Essa sensibilidade ajuda na hora de nos comunicarmos”.

Essas artistas

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Fundação Aperam Acesita inaugura, em março, a 16ª edição da exposição Essas Mulheres. O evento, realizado anualmente,tem o objetivo de valorizar, divulgar e estimular a produção artística de talentos femininos da região. Entre os trabalhos, haverá pinturas, fotografias, esculturas, desenhos e instalações.

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