Revista Espaço

Colheita farta

Projeto Carvão Vegetal promove transformações sociais no Vale do Jequitinhonha

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Projetos de desenvolvimento comunitário e apresentações de teatro estão no escopo de atuação da Fundação no Alto Jequitinhonha

A inauguração do projeto de conversão do Alto-Forno 2, que deixou de operar a coque para utilizar carvão vegetal como combustível, ocorreu em setembro do ano passado, mas desde 2004 a comunidade do Vale do Jequitinhonha colhe os frutos do investimento da Aperam South America na região. É de lá que saem as 450 mil toneladas anuais de carvão vegetal usadas para abastecer a Usina em Timóteo.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Aperam Bioenergia, Pedro Paulo Burnier, o projeto na região começou antes, pois o tempo estimado para que o eucalipto cresça e possa ser transformado em carvão é de sete anos. “Desde a chegada da Empresa, o alto do Vale do Jequitinhonha se desenvolveu muito. Ao longo dos últimos anos, esse progresso foi ainda mais intenso, graças, em boa parte, ao forte investimento da Aperam”, afirma Burnier.

Para atender às novas demandas da Usina, a produção de carvão vegetal foi triplicada, e a área plantada, expandida. Com o projeto, a Aperam Bioenergia agora oferece cerca de 3.200 empregos, diretos e indiretos, na região. Com isso, os empresários locais também tiveram a oportunidade de ver seus negócios florescerem.No total,foram construídos 142 fornos de carbonização de grande porte,todos por cinco empresas da região, que empregaram quase 500 pessoas, cumprindo, assim, a política da Aperam de priorizar mão de obra e serviços locais. “Contratamos 170 empregados e alcançamos um crescimento de aproximadamente 12% só em 2011”, comemora José Murilo Pinheiro, gerente da LR Construções e Transportes, uma das construtoras parceiras.

O projeto buscou também parcerias com o poder público que resultaram na construção de um aeroporto em Capelinha e em melhorias nas rodovias municipais e estaduais. Para Burnier, os investimentos realizados pela Empresa no projeto Carvão Vegetal, que totalizaram US$ 60 milhões apenas no Jequitinhonha, ajudaram a despertar na comunidade uma nova visão sobre o negócio. “As pessoas da região perceberam que o eucalipto e o carvão vegetal podem ser uma fonte de renda importante e passaram a abraçar a causa”, relata.


Fundação atuante

Além de gerar receita para municípios e empresas da região, o projeto de conversão do Alto-Forno 2 permitiu que a Fundação Aperam Acesita desenvolvesse outras iniciativas no Jequitinhonha. Uma delas é o programa Capacitar, implantado em 2004, que oferece a empregados e prestadores de serviço a oportunidade de concluir seus estudos. “Muitos dos que se formaram conseguiram assumir cargos melhores dentro da Empresa”, conta Burnier. Atualmente, o projeto possui dois núcleos em atividade (um em Itamarandiba e outro em Capelinha) e já soma mais de 285 alunos certificados, que representam mais de 20% do efetivo.

Outra ação educacional de destaque é o Programa de Melhoria da Qualidade de Ensino, presente, principalmente, em Minas Novas, que assessora as redes municipais de educação a aprimorarem sua gestão. A Fundação também promove diversas ações culturais nas cidades da região, como peças de teatro, oficinas, apresentações musicais, qualificação dos artesãos da região, entre outros. Além disso, também promoveu a reforma de creches, implantou projetos de desenvolvimento local em pequenas comunidades e apoiou a construção de APAEs e de áreas de lazer.

“Essa integração entre Empresa e comunidade foi fundamental para o sucesso do projeto do carvão vegetal”, comenta o presidente da Fundação Aperam Acesita, Anfilófio Salles. Ele estima que em torno de 20% dos recursos da Fundação são destinados a projetos implantados no Vale do Jequitinhonha. “O objetivo agora é dar continuidade a essas ações para que elas continuem fortalecendo o desenvolvimento da comunidade”, projeta Salles.

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