Revista Espaço

Colecionadores de cultura e história

Empregados mantêm preciosidades em forma de objetos antigos, latas de bebida e selos

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Jogo de porcela da década de 1950 é uma das preciosidades de Magali

Colecionar os mais diversos objetos pode parecer apenas um hobby, mas além do entretenimento, a atividade é fonte de aprendizado para três empregados da Aperam South America que abrem seus acervos particulares e revelam as peculiaridades de cada coleção.

Objetos antigos são o foco da secretária Magali Bueno, que há 20 anos iniciou sua coleção. Entre as peças que mais admira estão o jogo de porcelana da década de 1950 e um telefone alemão de 1920, que se juntam ao rádio, à cristaleira, ao jogo de quarto com cama, criados-mudos, penteadeira e guarda-roupa, mesa de centro em estilo provençal, carrinho de chá e estantes que datam de tempos remotos. Magali conta que, desde criança, sentia algo diferente quando visitava suas tias no interior de São Paulo. Tais lembranças acabaram retomadas com as idas a antiquários depois de adulta. “Muitas vezes, as pessoas acham graça, pois a maioria gosta de coisas novas e eu prefiro o usado, gosto de objetos antigos autênticos e não réplicas”, afirma ela, que ainda não contabilizou o acervo total.

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Alexandre Farah, gerente executivo de Automação, exibe sua coleção de mais de 100 mil selos

Já o gerente executivo de Automação Alexandre Farah tem quase três décadas dedicadas à filatelia, cuja coleção soma cerca de 100 mil selos. Seus primeiros exemplares chegaram-lhe às mãos por um tio que trabalhou no Iraque. Depois, Alexandre se especializou em selos brasileiros e entre as séries temáticas destaca as relacionadas ao crescimento industrial do Brasil, como a coleção que retrata os 25 anos da então Acesita.“Gosto muito de história e com os selos aprendi também sobre a trajetória da siderúrgica onde hoje trabalho e do seu desenvolvimento nos primeiros 25 anos. Há também selos da época do império que ainda não tenho, mas que pretendo adquirir como a série de imagens de políticos brasileiros”, declara.

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Coleção de latas de Douglas tem mais de 17 anos e itens trazidos de diversos lugares do mundo

Douglas Ottoni, técnico de planejamento e programação,também iniciou sua coleção na juventude e, após 17 anos, alcançou a marca de 1600 latas que compra, ganha e troca pela internet. Os variados conteúdos e formatos – que vão de latas que comportam cinco litros a unidades com cerca de quatro centímetros de altura – vieram de diferentes países, muitas vezes trazidos por amigos e colegas de trabalho que conhecem o hobby de Douglas. “Meu último presente foi uma lata de coca-cola do Marrocos, mas tenho muito apreço por uma lata de cerveja de edição limitada da japonesa Kawasaki, uma raridade”, garante.

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