Revista Espaço

Gestão compartilhada

Programa melhora resultados operacionais e contribui para o desenvolvimento profissional na Laminação a Frio

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Projeto de gestão compartilhada na Laminação a Frio proporcionou a formação de operadores mais autônomos e resultados melhores na área

Não há outra maneira de avaliar a aplicação do programa de Gestão Industrial Compartilhada (GIC) na área de Laminação a Frio de Aços Inoxidáveis na Usina de Timóteo, se não como muito bem-sucedida. Criado com o objetivo de compartilhar responsabilidades entre a equipe, capacitando os empregados a gerir processos e tomar decisões, o trabalho resultou também na melhoria dos resultados na área, como clima, segurança, produtividade, entre outros. Tudo começou em meados de 2009, com a assessoria da área de Recursos Humanos. Na época, a Laminação iniciava os trabalhos com supervisores capacitados pelo Programa de Alta Performance e dependia muito da liderança para a tomada de decisões. “Identificávamos dificuldades de delegar responsabilidades para os empregados. Com a capacitação do Alta Performance em andamento, consideramos que era o momento ideal para a aplicação do GIC”, relembra Clênio Santana, gerente da área na Usina de Timóteo.

A metodologia do programa foi desdobrada em cinco categorias: segurança, indicador de turno, clima, processos e indicador de área. Após análise de perfil, os empregados eram encaixados em uma das categorias e recebiam demandas atreladas ao tema, assumindo a responsabilidade por um processo. “Cada categoria tinha uma equipe específica de multiplicadores por turno. Eles se dividiam e acompanhavam a aplicação da metodologia, estimulavam a equipe, avaliavam os indicadores e verificaram o alcance das metas estipuladas”, explica Clênio.

O resultado foi a formação gradual de operadores mais capazes, proativos e bem informados sobre as tarefas do setor, que hoje mantém coordenadores de GIC nos três turnos e promove reuniões mensais de acompanhamento sobre o programa. “Alcançamos uma capacidade de autogerenciamento dos operadores que leva à solução rápida e eficaz de várias demandas, deixando o supervisor liberado para questões mais estratégicas”, afirma Clênio. A maior autonomia dos empregados também possibilitou o desenvolvimento dos processos na área. “Mais olhos preparados para o acompanhamento dos processos proporcionaram excelentes resultados de clima, segurança, disponibilidade de equipamentos, entre outros”, analisa Clênio.

“É um trabalho integrado, capacitamos os supervisores no programa de Alta Performance e com esse grupo preparado é possível viabilizar o GIC, que leva a cada profissional um crescimento muito grande, traz às equipes um amadurecimento na execução dos processos e possibilita obtenção de melhores resultados industriais”, destaca Maria Eunice, analista de Recursos Humanos.

 

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