Revista Espaço

Na medida certa

Projeto desenvolvido por empregados da Aperam Timóteo possibilita queda recorde no consumo de gás nas linhas de recozimento de aços inoxidáveis

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Reuniões semanais e acompanhamento diário do consumo permitiram redução de cerca de 20% no gás utilizado

Com o objetivo de otimizar o consumo de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nas linhas de recozimento e decapagem da área de Laminação de Aços Inoxidáveis, empregados da Aperam Timóteo desenvolveram uma série de ações visando a diminuição do gasto de insumo nas linhas RB1, RB3 e RB4. O projeto, que envolveu as áreas de Metalurgia, Manutenção e Distribuição, alcançou ótimos resultados com redução de cerca de 20% do gás utilizado para produzir uma tonelada de aço, atingindo o valor recorde de consumo na RB1 de 24,83 kg/t.

O trabalho começou após a identificação de possíveis ganhos no custo do produto, que vinha registrando alto consumo na operação. “As linhas de recozimento e recapagem têm como insumo mais importante e de maior impacto financeiro o gás, seja GLP ou GN, fazendo com que qualquer desvio do padrão seja significativo”, explica Paulo Henrique dos Santos, analista técnico da Metalurgia.

Diante desse cenário, os empregados passaram a estudar e criar ações que permitissem a redução do consumo do gás nas RBs. “Formamos uma equipe e passamos a fazer reuniões semanais com todos os integrantes, com acompanhamento diário do consumo junto com os operadores para correção de eventuais anormalidades e ajustes de percentual de combustão”, conta Giancarlo Barros, assistente técnico da área.

De início, foi implantada nova lógica de controle do forno, que em vez de se basear no percentual de GLP no gás misto, passou a ser fundamentada em seu poder calorífico (PCI). “Essa alteração permitiu que eliminássemos as variações de gás dentro do processo de combustão e conseguíssemos ter uma medida mais exata do volume necessário de gás para cada etapa de produção”, relata Paulo Henrique.

Os novos dados em mãos apontaram para gastos de PCI nos fornos acima do necessário, colaborando para os altos índices de consumo de GLP. ”Nosso foco voltou-se para a otimização do poder calorífico de gás misto para cada relação de aço por espessura e também para o aumento do enriquecimento do ar de combustão com oxigênio. Assim conseguimos diminuir o consumo e consolidar índices recordes na área”, comenta Paulo Henrique.

Preparada e adaptada

Todas as ações foram desenvolvidas de forma que também tivessem efeito com o Gás Natural, que está substituindo o GLP como matriz energética da Usina. “Cada passo ou inovação colocado em prática tinha como premissa básica ser aplicável tanto ao GLP quanto ao GN. Temos garantia de um consumo adequado e otimizado nas linhas, independentemente do combustível utilizado”, destaca Paulo Henrique.

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