Revista Espaço

Agora é só hidrogênio

Troca de gases no recozimento em caixa RC4 de bobinas de aços inoxidáveis possibilita aumento da produção

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Box RC4 passou a operar com 100% de hidrogênio no recozimento das bobinas de aços Inox

A gerência de Recozimento Inicial e Preparação de Aços Inoxidáveis teve sucesso no projeto de substituição do Nitrogênio pelo Hidrogênio (H2) no processo de recozimento do Box RC4. O equipamento, utilizado para recozimento das bobinas de aços Inox, foi comprado em 2008 e suportava a demanda do mercado. No entanto, havia necessidade de margem de melhoria para fabricar um aço com as mesmas características e com um custo menor. “O H2 conduz mais calor e, por isso, aquece o material mais rápido, possibilitando o ganho de 20% na produção”, explica Gilvan Coura, gerente de Recozimento Inicial de Aços Inoxidáveis da Aperam Timóteo.

Em outubro de 2010, as equipes iniciaram a substituição do gás, tendo como desafio aumentar gradativamente o uso de H2 sem comprometer a qualidade do material. “No início, utilizávamos apenas 5% de hidrogênio no processo. Passamos a aumentar esse índice pouco a pouco, mês a mês, fazendo testes periódicos de qualidade e produção”, conta José Sérgio Ferreira, assistente técnico especialista da Metalurgia.

Os resultados superaram as expectativas e, em abril, apenas seis meses após o início das ações, o Box passou a operar com 100% de hidrogênio. “Conseguimos consolidar um processo de produção seguro e com qualidade utilizando somente hidrogênio. Com isso, aumentamos em 20% a produção do aço P430A, ganhando em oferta, redução de custos e atendendo à demanda do mercado”, destaca José Sérgio.

Segurança

Desde o start-up do equipamento, todo o processo de recozimento e operação do novo Box RC4 foi concebido levando em conta os sistemas e padrões de segurança e todos os operadores passaram por treinamento especifico para atividades na área. “A certificação de que não haveria riscos na operação foi a primeira etapa do projeto. A segurança e integridade das equipes sempre são valores principais”, ressalta Gilvan Coura.

Esforço coletivo

Durante sua realização, o projeto passou por diversas áreas da Empresa, cada uma contribuindo com uma etapa e sendo importante para atingir os resultados positivos. “Hoje, comemoramos o sucesso da empreitada graças ao envolvimento e dedicação de todas as equipes, desde a Operação, passando pela Metalurgia, até a Manutenção, Controle de Processos, Centro de Pesquisas e área de Utilidades, que garantiram o fornecimento do hidrogênio”, pontua Ailton Barbosa, assistente técnico da Operação.

O hidrogênio utilizado nos processos da Aperam Timóteo – equipamentos da laminação de aços elétricos (Tandem, Decarb e RC2) e da laminação a frio de inox (RC3 e RC4) – é oriundo de eletrólise da água processada em uma unidade operacionalizada, desde maio, pela Linde Gases. A empresa ficará responsável pela gestão desse processo nos próximos 16 meses, período em que montará uma nova fábrica, com tecnologia à base de Gás Natural.

A produção atual é de 600 Nm³ por hora, para uma necessidade de 650 Nm³ – o volume restante vem de São Paulo, em carretas. A nova fábrica, além de atender à toda a demanda atual e futura da Aperam South America, terá capacidade adicional para fornecimento de hidrogênio ao mercado. Os empregados envolvidos diretamente nessa atividade serão contratados pela Linde Gases.

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