Revista Espaço

Qualidade medida em números

Projeto da Metalurgia de Aços Elétricos resulta em índices recordes de qualidade magnética dos aços GO

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Dedicação total da equipe garantiu análise minuciosa do processo e dos números registrados

Como já dizia o ditado, os números não mentem. E é com eles que o sucesso do trabalho desenvolvido pela gerência de Metalurgia de Aços Elétricos da Aperam Timóteo, para melhorar a perda magnética do aço grão orientado (GO), pode ser comprovado.

Nos dois índices utilizados para avaliar a perda magnética do aço, foram registrados recordes. No atendimento à norma ASTM, que corresponde à conformidade da qualidade magnética do material às exigências do mercado, a equipe vem registrando 98,9%, ou seja, quase todo o aço produzido atende a alta qualidade requerida. Esse número é ainda melhor que o ápice registrado em 2006, que era de 98,7%, e supera em larga escala o valor que chegou a ser de 95,5% em 2008.

No valor médio de perda magnética, também foi obtido um resultado recorde, com 1,44 Watt/kg, frente ao melhor resultado anterior, 1,48 Watt/kg. “Os índices alcançados são os melhores que a Empresa já teve em toda a sua história”, ressalta Marcos Custódio, metalurgista de GO da Aperam Timóteo.

Para completar o trabalho, a área desenvolveu um modelo de adequação do produto de acordo com a exigência do cliente, para garantir que as expectativas e necessidades de cada comprador sejam alcançadas. “Hoje, em termos de qualidade magnética, atingimos o grau de excelência necessário para garantir um alto índice de satisfação dos nossos clientes. Isto nos torna uma referência no setor, com capacidade para atender qualquer demanda”, comemora Marcos Custódio.

Degrau a degrau

A equipe, em parceria com a gerência de Melhoria Contínua e Qualidade, iniciou um Projeto de Domínio Integrado de Processos (DIP), envolvendo todo o fluxo de produção do GO, que inclui as áreas de Aciaria, Laminação a Quente e Laminação a Frio. “O primeiro passo foi implantar um sistema de medição contínua no produto final, que permite medir a perda magnética a cada dez metros do comprimento da bobina”, explica Riva Moreira, metalurgista de processo da linha de revestimento no Carlite (CL1).

Com os dados na mão, a equipe investigou todos os pontos no processo produtivo que poderiam interferir na qualidade magnética – da Aciaria até a CL1 – e trabalhou na composição química do material, nos residuais, no tempo de reaquecimento, na temperatura de laminação a quente, tração, velocidade, estabilidade dos processos da laminação a frio, entre outros. “À medida em que íamos avançando nos trabalhos, os resultados apareciam. Com o empenho e dedicação de todos os empregados envolvidos, as metas foram atingidas rapidamente”, destaca Marcos Custódio.

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