Revista Espaço

Os benefícios que vêm do duto

Aperam South America conclui projeto de migração de matriz energética da Usina de Timóteo

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Aquecedores da Aciaria 2 já estão operando com gás natural

Desde abril, o cowper do Alto-Forno 2 e os oito aquecedores de panelas da Aciaria estão aptos a operarem com o Gás Natural (GN) como combustível. Foram os últimos equipamentos da Usina de Timóteo a receber as adequações previstas no projeto de mudança da matriz energética da Empresa, que substituiu o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). “Com a utilização do GN nesses equipamentos, completamos o planejamento traçado para a troca da fonte de energia, deixando 90,5% dos nossos processos operando com o novo combustível”, destaca Irimar Novaes, gerente de Projetos da Aperam Timóteo.

O processo contou com três etapas. Primeiramente, a Empresa, em parceria com a Gasmig, investiu US$ 22 milhões na construção de um gasoduto com mais de 330 quilômetros de extensão e capacidade para transportar 2,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Em seguida, as equipes da Engenharia de Projetos trabalharam na criação de uma rede interna de distribuição de gás de 6,5 quilômetros e, por último, na adaptação de 14 equipamentos para um sistema flex de abastecimento, que comporta tanto o gás natural quanto o GLP.

“Este é um marco importante, a finalização de um projeto que começou antes mesmo de setembro, quando a Gasmig disponibilizou o GN em nossas instalações, com a construção de toda a infraestrutura, permitindo que as etapas fossem cumpridas no prazo”, relata Roberto Manella, consultor da diretoria Técnica da Aperam Timóteo.


Vantagens

A transformação da matriz energética permitirá à Empresa reduzir custos – o GN é 34% mais barato que o GLP, correspondendo a um retorno anual de U$ 20 milhões – e obter ganhos ambientais, alcançados com a diminuição da emissão de CO2 em 37 mil toneladas por ano.

Além disso, os empregados terão mais segurança na operação. “Em caso de vazamentos, como o gás natural é menos denso que o ar, sua tendência é subir e se dispersar rapidamente, enquanto o GLP se mantém próximo ao chão, aumentando as chances de incêndio”, explica Irimar.

Todas as instalações estão de acordo com as normas nacionais para esse tipo de empreendimento (NBR 15358 e NBR 12313).

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