Revista Espaço

Jovens empreendedores

Programa oferece a estudantes a oportunidade de criar e gerenciar suas próprias miniempresas

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Miniempresa proporciona aprendizado para alunos e professores

Montar uma empresa ainda no ensino médio é difícil, mas não impossível. E os resultados do programa Miniempresa comprovam isso. Criado pela Junior Achievement e desenvolvido em parceria com a Fundação Aperam Acesita, o projeto estimula jovens estudantes a criarem e gerenciarem por 15 semanas um pequeno negócio dentro da própria escola. Desde 2004, voluntários da Aperam Timóteo e da comunidade participam anualmente das atividades, oferecendo suporte nas áreas de produção, marketing, recursos humanos e finanças.

“O objetivo é proporcionar aos alunos uma experiência prática, focada em conceitos de empreendedorismo, comercialização, economia e outros”, define Fábio Rogério dos Santos, assistente técnico da gerência de Melhoria Contínua e Qualidade da Aperam Timóteo. No programa desde 2008, Fábio é um dos advisers (nome dado aos profissionais que orientam os adolescentes) responsáveis por coordenar e aconselhar as decisões dos pequenos empreendedores.

Durante o programa, os alunos participam de todas as etapas: da escolha do produto a ser comercializado até o balanço financeiro (despesas, folha de pagamento, impostos, retorno de capital aos acionistas etc.). “Depois do quinto encontro, quando começamos a colocar os conceitos em prática, percebemos um amadurecimento grande dos alunos”, afirma Fernando Metzker, analista técnico em Logística de Transportes da Aperam Timóteo e adviser pelo terceiro ano consecutivo. Em alguns casos, a proposta é tão bem-sucedida que algumas miniempresas continuam funcionando após o término do programa, geralmente com o intuito de arrecadar recursos financeiros para a formatura dos estudantes.

Este ano, o Miniempresas conta também com o apoio do Citi Brasil, por meio da Fundação Citi. A instituição está organizando o concurso Saber Crescer, espécie de gincana virtual lúdica para complementar o aprendizado dos participantes.

Aprendizado mútuo

Em 2011, cerca de 90 alunos do Colégio Lúcia Casasanta, da Escola Batista de Acesita e da Escola Estadual João Cotta de Figueiredo Barcelos participam do Miniempresa. O início das atividades aconteceu no dia 7 de abril, com a aula inaugural realizada no teatro do Centro Cultural da Fundação Aperam Acesita.

Para Fernando Metzker, o programa é uma oportunidade de aprendizado não só para os alunos, mas também para os profissionais envolvidos. “Quando nós estudamos para preparar as aulas, acabamos relembrando vários assuntos e aprendendo sobre outras áreas”, pontua.

Inversão de papéis

Quando cursava o 2º ano do Ensino Médio, Thiago Silva Rocha, então com 16 anos, participou do programa Miniempresa. Hoje, aos 21, trabalha como mantenedor da Laminação a Quente na Aperam Timóteo. “Foi uma experiência importante para a minha formação”, garante.

Em 2009, Thiago decidiu que era hora de inverter os papéis e voltou ao Miniempresa, dessa vez como adviser. “O fato de ter estado do outro lado é um diferencial positivo, pois facilita a comunicação com os alunos e o esclarecimento de dúvidas. É uma troca de experiências muito interessante”, afirma.

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