Revista Espaço

De volta às origens

Alto-Forno 2 se prepara para operar novamente com carvão vegetal, garantindo redução de custos e sustentabilidade ambiental

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“Essa mudança resultará na redução de até 50% do total de emissões de CO2 na planta de Timóteo”, afirma o consultor da diretoria Técnica, Roberto Manella.

Atenta aos danos que as emissões de CO2 podem causar ao meio ambiente, a Aperam Timóteo se prepara para implantar, no segundo semestre de 2011, um projeto de substituição do combustível utilizado no Alto-Forno 2, passando do coque para o carvão vegetal. “Essa mudança resultará na redução de até 50% do total de emissões de CO2 na planta de Timóteo”, afirma o consultor da diretoria Técnica, Roberto Manella.

Em operação desde 1979, o Alto-Forno 2 foi originalmente projetado para funcionar à base de carvão vegetal. Em 1996, passou a operar movido a coque devido à grande queda no preço do material, que se tornou uma alternativa vantajosa para os negócios da Empresa.

Segundo Manella, o retorno ao carvão vegetal vem sendo planejado desde 2003, quando o Conselho de Administração da então Acesita aprovou a utilização de mais 37 mil hectares nas áreas do Vale do Jequitinhonha para o plantio de eucalipto, o suficiente para abastecer o Alto-Forno 2 com 300 mil toneladas por ano. “Além de fornecer a matéria-prima, as florestas plantadas capturam o CO2 da atmosfera durante a fotossíntese, compensando as emissões do Alto-Forno e tornando o processo mais sustentável”, completa o consultor.

Emissões reduzidas

Para assegurar que seu processo de produção de carvão seja verdadeiramente sustentável, a Aperam está introduzindo diversas melhorias em todas as etapas de produção e transporte. Os novos fornos RAC 700, os maiores do gênero, permitiram introduzir tecnologias de coleta e queima dos gases, reduzindo substancialmente as emissões de CO2 e praticamente eliminando as emissões de metano (CH4). Atualmente, parte da energia gerada na queima desses gases é usada para acelerar a secagem da madeira e, no futuro, toda energia térmica deles será aproveitada para a produção de energia elétrica.

No âmbito social, a Aperam conseguiu a chancela da Forest Standard Council (FSC), certificação internacional que assegura que sua atividade florestal se dá dentro das melhores práticas ambientais. “Estamos nos preparando para produzir aço por meio de um processo fortemente pautado nos princípios de sustentabilidade”, define Roberto Manella. “Dessa forma, a empresa consegue reduzir a sua pegada de carbono(A pegada de carbono mede a quantidade de dióxido de carbono (CO2) que uma pessoa ou empresa libera em sua dia a dia. Quanto maior a sua pegada, mais CO2 você libera na atmosfera, direta ou indiretamente. Andar de carro e consumir energia elétrica são algumas das atividades corriqueiras que mais contribuem para a emissão dos chamados Gases de Efeito Estufa (entre eles, o CO2). Por isso, evite deixar luzes acesas desnecessariamente, use lâmpadas fluorescentes e opte, sempre que possível, por transportes alternativos como a bicicleta.), operando de forma economicamente viável e ecologicamente correta”.

Recentemente, a proposta de substituição do combustível utilizado no Alto-Forno 2 foi submetida à Conferência Anual do Fórum Internacional de Aço Inox (ISSF), concorrendo como estudo de caso ao prêmio de sustentabilidade. “O material enviado mostra toda a modernização pela qual a empresa passou e os benefícios previstos com a implantação do projeto”, destaca Roberto. O evento aconteceu em maio, em Madri (Espanha), e reuniu representantes das maiores empresas de aço inox do mundo.

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