Revista Espaço

Preparada para o futuro

Três obras concluídas representam R$ 47 milhões em investimentos; ciclo de grandes melhorias não terminou

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Marcos Sávio, assistente técnico, e Alberto Drumond, técnico de desenvolvimento mecânico. Ao fundo, novo vaso do convertedor

Se 2016 reserva grandes desafios para a economia brasileira, a Aperam tem colocado em prática seus valores – inovação, agilidade e liderança para se destacar e garantir sua perenidade no mercado.

A Empresa iniciou o ano com a conclusão de três importantes reformas na planta industrial de Timóteo, que ampliam a confiabilidade da produção e testemunham sua convicção no potencial do mercado.

Mais de R$ 40 milhões foram destinados a melhorias na Aciaria, no Alto-Forno 1 e na Laminação de Tiras a Quente. O pico das obras mobilizou mais de 1.800 pessoas e trouxe inúmeros desafios para diversas áreas da Empresa, como o atendimento aos prazos e a conquista do zero acidente.

Reforma nas alturas

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André Lyrio, gerente de Alto-Forno 1, Herman Sávio, assistente técnico, e José Geraldo Silveira, gerente de projetos

Diariamente, a área de Redução produz mais de 1.500 toneladas de gusa, para a produção do aço. Dois Alto-Fornos respondem por esse trabalho. Um deles, o AF-1, que processa pouco mais de um terço do volume total, passou por melhorias importantes, como a troca integral do refratário do forno, manutenção mecânica e atualização tecnológica de parte dos painéis elé- tricos dos sistemas de carregamento. Uma nova reforma destes itens só deve ocorrer novamente em 2025. “Além de aumentar a confiabilidade da produção, estimamos menor consumo de energia e redução de ocorrências de manutenção”, afirma José Geraldo Silveira, gerente de projetos.

Dentre as características do equipamento, a altura e a sobreposição de atividades exigiram das equipes disciplina, planejamento e novas formas para concluir o projeto com segurança. “Trata-se de uma obra específica, com atividades realizadas simultaneamente em vários pisos dentro e fora do forno, inclusive com necessidade do içamento de peças. Este projeto também abrangeu a reforma no topo da chaminé do AF-1 realizada a uma altura de mais 50 metros. O engajamento e a parceria das equipes envolvidas foram fatores relevantes para o sucesso da reforma”, ressalta o gerente.

Suporte 3D

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Equipe do Alto-Forno 1 se dedicou à reforma e já percebe resultados

O vaso do convertedor MRP-L, equipamento decisivo no processo de transformar gusa  em aço, foi substituído após 18 anos de uso. A troca garante o prolongamento da vida útil por mais 20 anos. “O vaso é o estado da arte em termos de construção” explica Marcos Sávio, assistente técnico. O tipo de instalação adotada vai facilitar a troca de peças durante as manutenções regulares.

O segredo para o sucesso do projeto consistiu na aplicação de estudos com vídeo em escala real de toda a área do vaso, procedimento que utiliza a tecnologia CAD 3D . “O projeto será uma referência. O 3D serviu como uma simulação para observar interferências na movimentação do vaso até o local de instalação. Menos de 30 dias depois da parada já estava tudo funcionando enquanto a média é de 37 dias”, destaca o assistente.

LTQ renovada

Quando o objetivo é processar a placa de aço e transformá-la em bobinas ou em chapas grossas, a missão passa para a Gerência de Laminação a Quente, que ganhou bons reforços para seu trabalho. Depois da parada programada de 23 dias, a LTQ, como é conhecida, está renovada. Diversos equipamentos da laminação de tiras e componentes do forno WB2 passaram por substituição. “Estendemos a vida útil da linha e previmos mais disponibilidade para os equipamentos. Reformas como essa impactam positivamente no clima e estimulam a equipe”, afirma Jadir Barros, gerente de projetos.

Giovani Leão, analista técnico, atua na manutenção da área há anos. Ele contribuiu com a equipe de gestão de projetos durante a obra e aponta o prazo como principal desafio da atividade. “Essa sinergia entre as áreas sempre auxilia na tomada de decisões e proporciona mais agilidade ao trabalho”, conta.

Zero acidente

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Equipe da LTQ celebra melhorias na linha e no forno

Um dos focos de toda a mobilização consistiu no compromisso com a saúde e segurança dos empregados próprios e dos terceiros envolvidos, na busca pelo zero acidente. “Fomos parabenizados pelo CEO, Tim de Maulo, que apontou o trabalho feito em Timóteo como um exemplo para todo Grupo”, observa Leônidas Bicalho, gerente executivo da Engenharia.

Para alcançar esse objetivo, dezenas de profissionais iniciaram ainda em maio de 2015 uma série de estudos em cada área que seria impactada pelas reformas. “O segredo está no planejamento. Mapeamos os riscos de todos os processos. Elaboramos um plano de ação para cada área e depois compartilhamos tudo com as equipes. Participamos de dezenas de reuniões com gerentes e supervisores”, conta Leônidas.

O alinhamento entre Operação, Manutenção, Logística, Suprimentos, Saúde e Segurança, Comunicação e Segurança Patrimonial auxiliou o bom resultado.

R$ 47 milhões é o investimento das obras concluídas.

Outros R$ 84 milhões destinam-se ao projeto HGO e à reforma do LB1.

“Reformas como essas nos enchem de motivação e orgulho. Sabemos que o setor siderúrgico vive um período difícil, mas na Aperam o trabalho e o esforço coletivo têm contribuído para o desenvolvimento da Empresa”.

Ademar Franco, engenheiro de manutenção refratária. Empregado há quase 40 anos, ele acompanhou a reforma na LTQ.

Curiosidades

13Representantes da Aperam participaram de uma reunião de alinhamento com a Receita Federal, em Vitória. O porto da capital capixaba recebeu todos os equipamentos importados.

 

 

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O vaso do convertedor com medidas de 10 metros de comprimento e sete de largura precisou de escolta especial no  deslocamento rodoviário até Timóteo.

 

 

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O pico da obra ocorreu entre os dias 10 e 25 de dezembro, quando 1.800 profissionais atuaram nas reformas.

 

 

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Desde 2002 a planta industrial não recebia um contingente tão grande de mão de obra para implantação de projetos.

 

 

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O restaurante da planta ampliou o horário de atendimento durante a mobilização.

Tecnologia à vista

E as obras não terminaram na planta industrial de Timóteo. Atualmente, dois grandes projetos estão em execução. Ambos se caracterizam pelo aporte tecnológico, que permitirá, inclusive, a produção de um novo tipo de aço elétrico, o HGO. Nas próximas edições, a revista Espaço destacará a reforma do Laminador de Bobinas 1 e as adequa- ções do projeto HGO.

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