Revista Espaço

Fazendo a diferença

Grupos de Timóteo e Campinas se destacam no CCQ e no Champion

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Rolinox: inovação e baixo custo

A primeira solução é sempre a mais cara. Essa frase é como um mantra que orienta os oito empregados da Gerência Executiva de Laminação e Acabamento de Aços Inox que formam o grupo Rolinox. Nos últimos seis anos, eles chegaram a quatro finais do Seminário Geral do Círculo de Controle de Qualidade (CCQ) e venceram três. Em 2015, a conquista veio com o projeto “Sem queda–Içamento seguro”, que trouxe mais segurança à área, a partir de uma melhoria de baixo custo.

Segundo Jean Campideli, analista técnico de Suprimentos, a meta consistia em eliminar uma não conformidade em um equipamento de içamento (tenaz), que gerava risco de queda das bobinas de aço. A área dispõe de duas versões do equipamento, uma com sistema mecânico e outra do tipo elétrico. Na mecânica, eventuais impactos durante o içamento poderiam gerar a queda das bobinas com risco potencial, perda de tempo e de material. “Nosso grupo, com o apoio da Gerência, da Manutenção de Pontes, da Engenharia e da Cipa, propôs uma alteração do projeto. Somos conhecidos pela inovação e engenhosidade, alinhadas ao gasto mínimo”, destaca o analista.

No lugar de novas tenazes com sistema elétrico, que custariam cerca de R$ 1 milhão, o grupo desenvolveu uma série de ajustes que consumirá cerca de 1,5% desse valor (entre projeto e peças) para eliminar a não conformidade nos quatro equipamentos. O primeiro deles recebeu a melhoria em setembro. A implantação nas outras pontes está em andamento.

“A segurança é um valor inegociável para nós. Foi muito bom unirmos inovação e30  agilidade para ter uma área de trabalho mais segura”.

Raimundo Antero, gerente da Laminação a Frio de Inox e do Grupo Rolinox

 

De olho no custo

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Suportes: madeira deu lugar ao papelão

Já em Campinas, a unidade de Serviços e Soluções chegou à segunda final do Champion e foi premiada no quesito “Trabalho em equipe”. A competição reúne boas práticas do Grupo Aperam envolvendo apenas as unidades de Serviços e Soluções.

Com a proposta de rever todos os custos variáveis (aqueles que mudam de acordo com as vendas e o volume processado), um grup
o de 50 empregados, divididos em 10 equipes, implantou ações que proporcionaram uma economia de R$ 3 milhões em 2015. Papel, madeira, filme de proteção, embalagem, feltro e frete são alguns dos custos que passaram por revisão. De tratativas com fornecedores a adequações internas, a unidade registrou uma série de melhorias, como a troca de madeira por papelão no suporte que acompanha as bobinas. Além de minimizar a despesa, a prática é mais sustentável e oferece a mesma proteção ao produto.

28Outra ideia simples, mas impactante, foi a criação de uma “prateleira” adicional nos caminhões que carregam o aço. Antes, os veículos dispunham de capacidade, mas não havia espaço. Com a melhoria, o novo compartimento pode receber tubos, que são menos pesados, mas ocupam mais espaço.

 

Especial

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Reaproveitamento do papel pode virar sinergia

Parte do projeto de Campinas foi apresentada no último Seminário Geral de CCQ, em Timóteo. “Qualquer empresa do Grupo que utilize o papel pode aplicar nossas ideias. Com esse item alcançamos quase 50% de economia na comparação entre 2014 e 2015”, afirma Thiago de Souza, analista de Melhoria Contínua. A principal prática foi a revisão do descarte de papel retirado das bobinas de aço recém-chegadas da planta de Timóteo. Ajustes no sistema enrolador garantiram que o material pudesse ser reservado adequadamente para uma nova utilização.

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