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Saiba por que o aço elétrico da Aperam atrai a inovação

A maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil alcançou um importante marco no fim de 2019. Foi quando, em Campinas, o Projeto Sirius -único acelerador de partículas de 4ª geração do hemisfério sul e o segundo do mundo nessa categoria – gerou suas primeiras imagens. E a Aperam faz parte dessa história, com seu aço elétrico E233.

A aproximação entre a Empresa e o Projeto se deu por meio de um pedido do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), responsável pela concepção do complexo. “Eles precisavam de um material para usar na rede magnética do acelerador de partículas. De modo geral, o acelerador gera um feixe de luz dentro de um tubo a vácuo, que circula em uma trajetória de 500 metros de diâmetro. Para se movimentar, essa luz precisa do apoio de um produto altamente magnético. É aí que entramos”, explica Rubens Takanohashi, engenheiro de aplicação de Aços Elétricos da Aperam.

Antes de efetivar a parceria, a equipe do CNPEM solicitou amostras do aço elétrico E233, usadas para testes de viabilidade. Com a constatação de que o produto seria ideal para possibilitar a movimentação do feixe de luz, o Centro recebeu cerca de 100 toneladas da solução Aperam. “É motivo de orgulho saber que nosso produto faz parte de um projeto tão importante para a ciência brasileira e internacional”, comemora Rubens.

Por que o Projeto Sirius é tão importante

O acelerador de elétrons brasileiros funciona da seguinte forma: ele emite um feixe de luz extremamente fino e potente, a luz síncrotron, que é capaz de penetrar materiais e mostrar suas características moleculares e atômicas. 

Na prática, a estrutura pode contribuir para o desenvolvimento de pesquisas e a busca de soluções em diversas áreas, já que possibilita conhecer detalhes extremamente microscópicos de rochas, plantas, solos, vírus e até mesmo de ligas metálicas. Pode ser a oportunidade de criar novas tecnologias para extração mineral, medicamentos e alimentos. 

Nos primeiros testes, foram geradas microtomografias de raio-x de duas amostras: uma rocha com a mesma formação do pré-sal brasileiro e o coração de um camundongo. Mas o acelerador pode ir muito além, já que foi projetado para operar em potência 10 mil vezes maior.

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