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Novidades da Aperam

A hora e a vez do inox no agronegócio

O aço inoxidável, que ganha a cada dia novas oportunidades de uso, se consolida cada vez mais no agronegócio! A novidade da vez é a sua aplicação na construção dos carros forrageiros e misturadores de ração, equipamentos utilizados para a alimentação animal.

Engenheiro de Aplicação da Aperam, Sebastião Pereira Júnior lembra como se deu a identificação da oportunidade. “Há algum tempo tínhamos essa ideia em mente, imaginando os desgastes causados pelas silagens aos equipamentos feitos em aço carbono. Em 2018, no entanto, passamos a tratar a ideia de modo sistemático e nos concentramos em comprovar a viabilidade técnica e econômica dessa proposta”, relata.

As consultas a fabricantes dos implementos de alimentação animal confirmaram que eram muitos os motivos para acreditar na solução: por serem corrosivas e abrasivas, as silagens desgastam rapidamente as peças em aço carbono, que ainda sofrem pelo fato de ficarem expostas ao ar livre, susceptíveis às variações climáticas, o que demanda a substituição ou manutenção em um prazo máximo de três anos.

Para contornar o problema, os clientes do setor já haviam feito há algum tempo uma primeira tentativa de aplicação do aço inoxidável, utilizando-o apenas para o revestimento dos equipamentos e mantendo a estrutura em aço carbono. A opção, no entanto, não se mostrou viável.

Com a proposta da Aperam de fabricar equipamentos inteiramente em aço inoxidável, os resultados são outros: com os testes de campo em estágio inicial, já é possível estimar uma vida útil de pelo menos dez anos aos novos carros forrageiros, podendo ser ainda muito maior, segundo as melhores estimativas da Aperam.

Outro benefício alcançado será a redução da espessura dos equipamentos, que poderá ser até 30% menor que a dos modelos em aço carbono, em razão das excelentes propriedades mecânicas do aço inoxidável. Assim, os equipamentos ficarão mais leves, o que colabora para reduzir o consumo energético do maquinário, uma vez que o mesmo é geralmente puxado por tratores e eles consumirão menos combustível (em alguns casos, em torno de 50%). “Todas essas vantagens diminuem o custo da substituição dos equipamentos tradicionais por modelos em aço inoxidável, colaborando para que os empresários do setor rapidamente recuperem o investimento”, destaca Sebastião.

Na linha de produção

Pelo menos duas fabricantes já demonstraram confiança na ideia e iniciaram a produção desses equipamentos em aço inoxidável, que atualmente estão sendo testados em campo por clientes do ramo de agronegócio.

O pesquisador do Centro de Pesquisas da Aperam, Adolfo Viana, afirma que, dependendo do tipo de ração utilizada, o aço inoxidável 410D é uma excelente solução técnica e econômica. Ele foi o escolhido após um estudo aprofundado em laboratório dos diversos tipos de silagem utilizados no mercado nacional. “Em silagens com maior concentração de sal ou em pontos com maior criticidade, o aço 304L também torna-se um opção viável”, diz Adolfo.

Nas linhas de produção dos fabricantes, a facilidade de adaptação dos processos para a produção dos equipamentos em aço inoxidável é mais um destaque. “Não serão necessárias grandes mudanças e a equipe de engenheiros de aplicação da Aperam vai a campo treinar os operadores das fabricantes, para que possam otimizar a soldagem e o manuseio do aço inoxidável”, ressalta Ibrahim Ozer, analista de desenvolvimento de negócios da Aperam.

A concretização deste projeto abre uma excelente perspectiva para novas oportunidades de aplicação do inox em equipamentos de alimentação animal. “Todos os equipamentos de alimentação animal sofrem com a abrasão e a corrosão causadas pelo contato com a ração e, por isso, têm no aço inoxidável a solução para ampliar a durabilidade”, conclui Ibrahim.

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