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A entrada do inox no setor elétrico

29/10/2018

Nos dias 16 e 17 de outubro, profissionais que atuam no ramo de eletricidade em todo o Brasil se reuniram na cidade do Rio de Janeiro, para participar do segundo Workshop de Corrosão para o Setor Elétrico (WCSE). O evento é organizado e promovido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)*, que, assim como havia feito na primeira edição, convidou a Aperam para compartilhar informações sobre os benefícios da aplicação dos aços inoxidáveis ao público presente.

Em 2016, a Aperam apresentou as principais características, diferenciais e benefícios da utilização do aço inoxidável. Desta vez, a estratégia foi compartilhar casos de sucesso de desenvolvimentos na aplicação do material, evidenciando as vantagens e os benefícios capturados. O público teve acesso a números que comprovam a eficiente resistência à corrosão do inox, elevando a produtividade e reduzindo os custos e paradas para manutenção em empresas dos mais variados segmentos.

Os dados técnicos da aplicação do aço inoxidável foram o tema da palestra “Análise de viabilidade de novas aplicações em inox”, promovida pelo analista de negócios da Aperam Cássio Zampol.

Já Adolfo Viana, pesquisador da Aperam, apresentou a palestra “Aços inoxidáveis, a solução para ambientes com corrosão e/ou desgaste”.

“Procurei mostrar que segmentos como o agronegócio, a mineração e o automotivo, entre muitos outros, já incorporaram o inox às suas rotinas e estão se beneficiando das vantagens do produto para aumentar sua competitividade”, comenta o pesquisador da Aperam.

 

Otimismo para o segmento

Para o pesquisador do Cepel, Alberto Ordine, a perspectiva é positiva para o inox no setor elétrico. “Há um grupo de profissionais das empresas Eletrobras que se reúne periodicamente para discutir a corrosão e, durante esses encontros, a equipe já havia chamado a atenção para a possibilidade de aplicar o inox em alguns projetos. Após o primeiro workshop, nos aproximamos da Aperam e unimos forças para colocar em prática as ideias que tínhamos em mente”, explica Alberto.

Em 2017, a equipe do Cepel conheceu o Centro de Pesquisas da Aperam, em Timóteo, e se impressionou com a estrutura dos laboratórios. “Além do Centro de Pesquisas, tive a oportunidade de conhecer todo o processo produtivo da Aperam e ficou evidente a qualidade dos materiais e o quanto a Empresa investe nesse aspecto”, garante Alberto.

Com os laços estreitados, a Aperam cedeu amostras gratuitas de aço inoxidável, que foram utilizadas para a fabricação de protótipos de tubos refrigeradores, similares aos utilizados na Usina Nuclear Angra II.

Nos próximos dias, terão início os ensaios de desempenho desses protótipos, a fim de comparar a resistência do inox à do aço carbono pintado, opção atualmente utilizada em Angra II.

Um ambiente similar àquele no qual as peças ficam alocadas (com névoa salina constante e a água do mar como um tubo refrigerante) foi montado para assegurar a comparação precisa do desempenho.

“Nosso objetivo é realizar esses testes por pelo menos seis meses, de modo a obter um diagnóstico consistente, para que possamos compartilhar com as empresas do setor. Nossas expectativas são as melhores possíveis, uma vez que já sabemos que o inox é um material nobre e altamente resistente, que certamente reduzirá a necessidade de paradas, dará sobrevida aos equipamentos e aumentará a produtividade das usinas”, adianta Alberto.

Para Adolfo Viana, este foi um passo importante para que o aço inoxidável conquiste adeptos em um novo segmento. “Começamos a sensibilizar os profissionais do setor elétrico para os benefícios que podem ser obtidos com o uso do inox. Estamos otimistas de que, em futuro próximo, o produto ganhará inúmeras aplicações neste ramo”, finaliza.

   Estande: na sede do Cepel, um estande foi montado pela Aperam para apresentar ao público que participou do Workshop de Corrosão as      tecnologias e produtos que obtiveram ganhos de produtividade ao serem fabricados em inox.

*O Cepel é uma instituição pública dedicada às pesquisas do setor de energia elétrica, constituída em 1974 por meio de uma parceria entre Eletrobras, Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Ao longo dos anos, firmou-se como uma referência no Brasil e exterior, sendo considerado o maior centro do gênero na América do Sul. Sua sede está situada no interior da Cidade Universitária do Rio de Janeiro, contando com 24 laboratórios. Outros dez laboratórios estão em funcionamento em Adrianopólis, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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